
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Acordei. Abri os olhos hoje, e ao ver o sol se intrometer no meu quarto pela fenda da cortina, senti um sorriso penetrar por entre as minhas bochechas. Um bom sinal, eu diria. Por ser domingo, ainda mais o domingo de advento, fui à igreja com a minha família. Comi alimento duradouro. À tarde, resolvi ir para a piscina. Nadei. Dentro da água, dentro da minha cabeça, dentro dos meus sonhos. Mergulhei por entre meus pensamentos, dirigi meus filmes interiores, ao som de minha própria trilha sonora.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
A vida tem um início, um meio e um fim. Eu, agora, estou rumando para o horizonte, no qual finda uma vida e inicia a outra, na qual o céu será mais azul do que nunca. O meu fim será, com toda a certeza, a melhor parte da minha vida e o início da melhor parte da minha existência.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009
O ambiente a minha volta não tinha cor, não tinha cheiro, não tinha sons. Eu não sentia nada.
Eu vivia apenas meu interior.
Sufocada com cenas, cheiros, dores e amores encontrados só na minha cabeça, respirava um ar denso. As pessoas a minha volta passavam distraídas e as árvores se curvavam em reverência ao forte vento. Eu queria gritar.
Às vezes, eu queria que o mundo parasse de girar apenas por um segundo. Pra eu poder tomar um fôlego.
sábado, 12 de setembro de 2009
Ela tinha essa frase como lema. Não importava aonde ia, seja a uma festa ou uma simples ida ao mercado. A aparência, o cheiro, a cor deviam estar perfeitos.
Não sei se foi por uma rasteira do azar ou ironia do destino, mas seu super herói a pegou de surpresa. Seu cabelo estava desgrenhado e sua maquiagem escorria. Sua roupa estava amarrotada e seu perfume já devia ter se diluído no ar. Que tristeza, ela pensou.
No entanto, ele só focalizava a mais bela raridade que ele já vira.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Hoje só tenho uma parte da minha tela colorida. O resto está em branco, como um convite. Só existem as fibras convidativas da tela e meus sonhos com gosto de pirulito.
sábado, 29 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Foram dezoito anos felizes. Alegrias me visitaram, tristezas me assolaram. A maldade esticava o pé na minha frente para que eu caísse, mas a amizade, o consolo e o amor sempre me deram a mão e me reergueram. Foram quedas que me trouxeram conhecimentos, quedas que ensinam.
A todos aqueles que participaram dos meus 18 primeiros capítulos, devo reconhecer que seus nomes aparecerão nas referências e na dedicatória, e me atrevo a dizer que talvez não só uma vez. Foram 18 capítulos com páginas incontáveis, trechos coloridos, pedaços de arco-íris, gosto de algodão doce, cheiro de pirulito, desenhos de trovões, cheiro de chuva, lambidas de amor. Experiências que pintaram com tinta óleo seus conhecimentos, sentimentos que dormem nos rabiscos e encantam com sua doçura. Muitas pessoas passaram por meu livro e deixaram suas marcas, assinaram seus nomes, desenharam seus rabiscos, compartilharam suas vidas, pintaram suas mãos com tinta guache e deixaram seus pedaços na minha parede.
A criação desse livro devo a alguém cujo nome me conforta. Dedico a ele não só estes meus primeiros dezoito capítulos como todo o resto do livro. Juntos o arremataremos e costuraremos seus pontos finais com linhas coloridas. Entrego este livro a ti, Jesus.
São palavras que descrevem, letras que me preenchem, acentuações que me temperam, pontos finais que me arrematam.
São 18 capítulos que definem e colorem os 18 melhores anos da minha vida.
domingo, 16 de agosto de 2009
Quero vomitar esses sentimentos. Sentir o ar entrar no meu peito e se aninhar no meu pulmão. Deixando quente. Me afundar na cama, e pedir que 'por favor, colchão, me aninhe'.
Estou me sentindo sufocada, e eu não sei porquê. Me dobro, me ajoelho pedindo que o ar penetre. Mas tem uma barreira no meu peito. Meu coração não suportou toda a carga e deixou todo o bolo de emoções extravasar pela faringe, traquéia. Meu estômago se revirou, e meu pulmão clamou por um ar para aquecer.
Meus olhos simplesmente se abaixam procurando algo para procurar. Ou simplesmente se levantam em direção ao céu, de onde acreditam que virá o socorro.
Nada mais me importa, se não seguir em frente e fazer o que é certo. Preciso um rumo, um caminho. Uma seta! Uma seta que aponte para onde devo ir, um manual que diga o que eu devo fazer. Quem sabe assim evito que sentimentos se aninhem no meu peito, me bloqueando.
Tudo que eu quero é vomitar isso que me sufoca;
encontrar um rumo e seguir sem medo.
Manuais são previsíveis. Mas eu não sou.
Caindo é que se aprende, vivendo é que eu vou escrever as lições do meu próprio manual.
Me ajoelho na grama ainda úmida e deixo que o sol penetre por toda minha pele; seu calor desliza por mim e me aquece. A vida que emana do ambiente me envolve. São momentos que confirmam que vale a pena viver. Porque há uma razão para existir.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Quebrar um de meus cristais me quebrou.
A dor não me deixa continuar.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Mas não dói mais do que ter um coração sem habitante. Do que ter sonhos com um príncipe sem rosto. Não estar apaixonado por alguém é confuso, é estranho. É estar sem rumo. A espera de alguém que venha preencher nossa mente.
O amor é complicado. É melhor amar e não ser correspondido ou simplesmente não amar ninguém? Difícil.
O melhor é o sentimento de ser amado, obviamente.
É possível isso no mundo? É claro, eu acho.
Parece então para mim que é mais fácil não amar ninguém e ficar esperando seu príncipe encantado chegar no seu lindo cavalo branco.
Ou então decidir que nessa história é a princesa que vai buscar o príncipe despida de tradições e clássicos, buscando a felicidade acima de contos de fadas. Vivendo a realidade de um mundo moderno e complicado, utilizando a felicidade e a magia das histórias que ouvíamos quando éramos crianças. Histórias que são belas e ensinadas como regras.
O amor não tem regras. Cada pessoa é uma excessão.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mas eu sei que você existe. Sentada no parapeito observo as nuvens descobrindo o sol. Um dia serão elas que me observarão descobrindo você.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Felizmente a sala de máquinas ainda funcionava. Batia numa marcha de recomeço. Foram segundos de derrota, seguidos por sorrisos de recomeço. Porque, felizmente, no mundo, sempre há construtores de castelos que vagam por aí procurando um castelo para reconstruir.
quinta-feira, 23 de julho de 2009

Meu céu fica limpo, e estou preparada para novas ondas de sentimentos.
quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ele não chegava, mas ele existia. Estava perto, ela podia sentir.
Ela chamava por ele, ele não respondia. E ela implorava, 'só diga sim'.
Em algum outro lugar, a distância não se sabe, havia alguém que procurava uma certa pergunta para responder sim. Ele chegaria, não há dúvidas quanto a isso.
E o livro estaria pronto para começar a ser escrito. Seriam Romeu e Julieta com final feliz.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Gracioso ponto final, permito que saia das linhas de letras do papel e deixe-me utilizá-lo para finalizar coisas que precisam ser acabadas. No entanto, tudo que foi construído não morrerá, mas ficará como um forte, para o qual os olhos voltarão saudosamente. Serão apenas mãos dadas agora. Não mais do que isso.
O que tiver que ser será, já dizia o poeta.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Chorar lava não só a alma, mas como tudo aquilo que você viveu. Renova as lembranças, não permite que a dor embace as memórias boas.
Cada lágrima que derramo agora é para poder lembrar mais de você. Assim, em meio as lágrimas que lavam meu rosto, sorrisos salgados se abrem. Por que tanta dor? Se tudo que vivemos foi tão feliz?
Por isso, chora, menino! Permita que seu cérebro deixe seus olhos visualizarem as boas memórias que estão por baixo da dor.
- Eu te amo, bisa. Cedo ou tarde, a gente vai se encontrar de novo.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Sozinha, no meio do aglomero. Acompanhada de solidão.
Contraste? São lágrimas saudosas que não pingam dos olhos, mas, sim, do coração. Lágrimas de sangue, pingos de saudade.
Chorá-las dói, mas não mais do que guardá-las.
A blusa salpicada era um registro de sentimentos. Saudades pontilhadas.
Em breve secariam. Como se nunca tivessem existido. Nada provaria que elas caíram.
São apenas marcas passageiras de coisas que ficam gravadas pra sempre.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
É estranho estar feliz. As frases me faltam. Fico sem palavras. Sorrio, ofego, observo. Desenho seu rosto com os dedos, e não preciso de sons. Pra que palavras, se o silêncio já diz tudo? A respiração ofegante, comprimindo um peito contra o outro, mostra que os sentimentos estão ali dentro e não querem sair do coração.
sábado, 13 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
O pijama, que eu ainda não tirara, estava salpicado. Salpicado de gotinhas com sentimentos.
Dali a pouco, eu não sentiria mais nada. Os sentimentos saíam do peito, se convertendo para o estado líquido. Viravam lágrimas doídas.
As lágrimas estavam indo embora. Levavam consigo coisas que eu não queria mais.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Era o branco, era a densidade. Meu pântano congelado particular. Meu esconderijo secreto. Meu branco, meu frio.
A primavera logo chegaria. Levando meu gelo embora.
domingo, 31 de maio de 2009
Eu sou uma pedra.
"Uma pedra?"
"Pedras são resistentes e impenetráveis. As coisas que lhe atingem quase não lhes danificam. Pedras são seguras, confiantes. Têm a beleza de uma fortaleza, que guarda tesouros misteriosos.
As facadas que tentam lhe atingir não as destroem, não as danificam, não as desmoronam. Deixam apenas sulcos, cicatrizes de algo que ocorreu um dia. Mas não causaram dor, nem causarão.
Pedras são mestras. E não é qualquer um que tem acesso ao seu interior.
Ser uma pedra é ser seguro. Ter força diante de tudo que vem. É ser forte, ser corajoso para perceber que as facadas da vida doem só no momento. A dor passa. As marcas ficam.
Marcas de uma vida inteira de obstáculos vencidos riscadas na superfície de uma rocha. Mas as facadas não conseguem acessar seu interior.
As pedras são bonitas de uma beleza corajosa. Elas sentem dor, mas não demonstram. Agüentam, superam. Afinal, em breve, a dor seria apenas mais uma marca no registro riscado de sua vida."
A beleza de ser uma rocha é saber proteger a flor existente ali dentro.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Questão de resistência
Eu vou dormir, e eles vão mergulhar nos meus sonhos.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Busca perolada
Candidatos apareceram. Mas eles não tinham o carinho necessário para me manusear. Eu era uma pérola, precisava de cuidado. Eles não sabiam. A pérola precisa de atenção. Nem todos estavam dispostos a isso.
Em outro lugar, havia alguém angustiado. Ele sentia que tinha algo esperando por ele. Algo que contava com a sua ajuda. Ele procurava por isso. Anciava por isso.
A pérola esperava. O joalheiro procurava.
Só ele saberia transformá-la na jóia mais perfeita.
Muitos poderiam tentar. Mas só um iria conseguir.
- A indiferença me nauseia.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Feliz para sempre
Lindo, né? "Pára de sonhar, filha!"
Alice não acredita no impossível. Mas a rainha lhe disse que era preciso aprender a fazê-lo. Quem determina o limite da possibilidade? O que é impossível para você pode ser muito possível para mim.
Está na hora de eu escrever meu próprio conto de fadas.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Silêncio.
Então ele chegou. Foi rápido demais, e eu demorei pra perceber que as batidas haviam sumido. Ele viera com novas sintonias confortantes e tranqüilas, que tomaram o espaço das batidas agressivas. Elas me acalmaram. Me fizeram sorrir.
Ele chegou e trouxe uma calma ao meu tambor inquieto. Agora eu podia dormir.
Meu super herói me salvou. Silenciosamente.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Orquestra
Mãos que dançam pelo papel, dedos que sapateiam. O coração rege, e os braços valseiam. Que linda osquestra formam! A música é suave, aliviante.
Que a orquestra finde com um ponto final. A fim de impactar. Silenciosamente.
Os sentimentos são liberados e dançam na minha frente, felizes por terem um grande espaço para flutuar. Assim vão dormir agora nas marcas que o lápis deixa no papel. O coração agora vai ficar aliviado por estar vazio, novinho. Pronto para receber novas sintonias para reger.
Os sentimentos já não são sentimentos. São letras, pontuações e sinais gráficos que descansam sob o papel. Ponto final. Fim do ato.
Fecham-se as cortinas. Abre-se o coração.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Amizade
Como é bom reviver os momentos todos que nós passamos, meninas. Momentos divertidos, engraçados. Momentos de brigas, sérios. Só queria ter a chance de poder voltar e fazer tudo como foi feito. Todos os abraços, apoios. Tão necessários, e agora tão longes. Só queria poder voltar um pouquinho e sentir a felicidade que sentia. Eu sabia disso.
A lágrima é salgada. Mas as lembranças são doces.
Foram tantas histórias, tanta vida vivida. Tanto sentimento disposto, tanto apoio recebido.
Todas vocês foram importantes na minha vida e me fizeram ser quem sou. Carrego um pedacinho de cada uma de vocês, bem apertadinho. Pra nunca mais esquecer. E tem como esquecer? São lembranças que eu prendo, pra não escorrerem pelos olhos. E por mais que doa lembrar e não poder vê-las perto de mim, ainda prefiro guardar comigo tudo isso.
Há uma famosa frase que diz: "Eu era feliz e não sabia". Isso não se encaixa pra mim. É uma frase tão vazia e sem sentimento. Alguém que não deu valor.
Agradeço a Deus por todas vocês comigo, e apesar de tantos quilômetros, ainda estão aqui. Amizades inabaláveis, que o tempo não destrói e a distância não afeta.
As lágrimas são salgadas, mas os sentimentos são doces. A amizade é doce.
"Eu era feliz e não sabia". Não. Eu era feliz, e, com certeza, eu sabia disso.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Ele era desapegado. Ela era desconhecida. Mas assim, de repente, ela apareceu. Apareceu, e ele percebeu que ela era diferente. Ele, impressionado. Ela, tímida. Não que ele estivesse apaixonado, não era do seu feitio se apaixonar assim. Mas ele queria, e como queria. Ele, admirando. Ela, admirada. Ela era bela, uma beleza cativante, diferente e admirável. Inocente, quieta e maravilhosa. Ele, esperançoso. Ela, distante. Talvez não por vontade própria, mas por simples coincidência do destino, ela se mantinha longe. As amizades, as falsas histórias que ela ouvia. Pareciam conspirar contra ele. Mas valia a pena insistir. Ele, insistente. Ela, indiferente. E num ato não muito bem planejado, ele tentou. Ele, empolgado. Ela, direta. O 'não' lhe atingiu como uma rasteira. Caído, desarmado. Mas desistir também não era do seu feitio. E aos poucos, sutilmente, ele começou a se fazer notado. Ele, crente. Ela, acessível. Pouco, mas acessível. O suficiente para que ele se aproximasse e mostrasse quem ele realmente era. Ele, desconhecido. Ela, curiosa. E por mais incrível que pareça, ele se mostrou ser um cara legal. Gentil, ao contrário do haviam lhe dito. Querido, diferente do que haviam lhe falado. E a cada gesto, a cada palavra, ele tentava conquistá-la. Ele, diferente. Ela, interessada. E foi assim que ele conseguiu, e percebeu, que por mais que tenha demorado, valeu a pena. Nenhum dos dois estava perdidamente apaixonado logo após o primeiro beijo, mas ambos estavam, digamos que, envolvidos. Ele, satisfeito. Ela, também. Só que depois do primeiro, veio o segundo, o terceiro, ... E ele foi percebendo que ela não era apenas mais um rostinho bonito, e que por trás daqueles olhos hipnotizantes, havia uma pessoa interessante. Mas não era tão simples assim. Ele, relutante. Ela, cautelosa. Era difícil para ele. Não era do seu feitio. E ela ainda temia não conhecer ele de verdade. Ele, recusou. Ela, não insistiu. Ele não queria largar sua vidinha. Mas não conseguia deixar de conversar com ela, olhar para ela. Ele, indeciso. Ela, receosa. A fase da vida deles também não era a mais propícia, convenhamos. Uma vida completamente diferente da qual eles estavam acostumados. E mesmo assim, ele não conseguia deixar de querer vê-la, querer conversar com ela, querer beijá-la. Não podia ser amor, ele ainda tinha muito para 'curtir'. Mas a curtição já não fazia muito sentido. Ela também esperava por ele, mas não podia esperar a vida toda. Ele tinha que escolher, e escolheu.Hoje, ele não tem mais dúvida sobre a escolha certa. Hoje, ele agradece, ter feito a escolha que fez. Seria tolice da parte dele, achar que tinha alguma coisa a ganhar escolhendo a outra opção...
Como estão os dois hoje? Ele, apaixonado. Ela, também.
Por: Leonardo
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Desejos
Quero ouvir você cantar pra mim todos os dias, mesmo desafinado.
Quero você aqui.
domingo, 3 de maio de 2009
Impacto 2009
Todos podem ser diferentes, mudar algo, melhorar algo. Impactar. Todos tem essa chance. Bem ali. É só pegar.
Temos essa oportunidade diante de nossos olhos. E ela nos chama, grita por nós. Não queremos ver, viramos o rosto. Porque somos descrentes ou porque simplesmente gostamos de uma vida acomodada. Impactar não é fácil. É preciso de força, garra e coragem. Não é para acomodados, definitivamente. É difícil, mas faz bem.
Você tem essa oportunidade. Eu também. É só pegar. Não tenha medo, você não está sozinho.
Faça a diferença. Impacte.
"Não posso pagar, não posso pagar,
tudo que eu faço é tão pouco diante do preço que foi pago para me salvar".
Mas você pode tentar. Impactando.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Descrição com sentido
Você é um chato, mas me sinto bem do teu lado. Você me incomoda, mas me incomodo mais quando meus olhos não te encontram. Você faz comentários dispensáveis, mas o teu silêncio vale mais do que todas palavras. Você brinca comigo, mas me faz bem.
Você implica, faz piada, não leva a sério, é insistente, teimoso, chato. Mas é assim que você faz eu me sentir tão bem.
Você me abalou, me levou ao chão, me cortou, mas soube me levantar e me curar. Você é isso.
Não sei te descrever direito. E esse texto ficou uma porcaria.
Mas vou parar de escrever, porque eu sei que você vai ler.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Prisão
Tarde demais. Ela estava presa. Mas ela gostou da prisão.
sábado, 25 de abril de 2009
Acredite
Ela esperou. Esperou por muito tempo. Até que ela cansou. Todo dia as nuvens riam e diziam que ela era uma boba e os passarinhos entoavam músicas repletas de “pobrezinha, tão tonta”. Então ela cansou. E não mais esperou.
No outro dia ela acordou, pegou sua bolsa e saiu correndo para a rotina sem não mais olhar pela janela. Que pena. Justo hoje que seu super herói estava ali.
As nuvens carregarão essa culpa, e os passarinhos ficarão com seu canto entalado na garganta. Para sempre.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Dói.
Seja quem for, seja como for, dói. Perder alguém sempre dói.
Mas a dor passa. Porque ela escorre com as lágrimas.
As lágrimas rolam face abaixo, rechadas com pedacinhos de dor. E logo você percebe que aquele buraco já não mais dói e tudo que existe ali agora é marcas que fazem cócegas saudosas quando você lembra delas.
Chorar faz bem e lava a alma.
Faço as mãos em forma de conchinha e vou catando as lágrimas que pingam do meu rosto. São lágrimas salgadas, com casquinha de água e recheio de dor. Elas vão se acumulando e formando uma pocinha nas minhas mãos. De repente, a fonte seca e a dor não sinto mais. Ela se esvaiu.
Então me levanto e jogo minha piscininha doída para o vento. "Leva logo essa dor embora"
O vento levou, mas as marcas ficaram. Você esteve aqui, e você se foi. Mas você existiu.
Não tem como não lembrar.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Se você ama, não decepciona.
Você fez com que eu tirasse a venda dos olhos e o cadeado do coração. Que eu me sentisse livre. Eu posso voar.
Olho para o céu e sei. O azul está perfeito.
Tenho medo da decepção. Ela é cruel, é má. É uma faca cega que nos mata devagar. Que nos consome. Sem piedade. Em apenas um segundo, ela pode decepar. Pode apunhalar. Pode matar. Fazer sofrer. Fazer lágrimas serem derramadas. Ela vem de surpresa. Você não esperava. E é isso. Ela perfura seu coração, e você sangra. Sangra amor. Chora dor.
Então você percebe que o azul do céu não é tão bonito, e que a vida pode ser mais cinza do que você imagina. Você descobre que correr pelas ruas pode ser o seu fim.
Só espero não me deparar com essa faca. De qualquer forma, meu coração está blindado. Por via das dúvidas. O azul do céu está perfeito, mas o tempo pode fechar. Eu sei que você não me machucará. Não dessa vez. Eu espero.
Não vão existir desculpas. Se você ama, não decepciona. E é isso. Só isso. Fim.
sábado, 18 de abril de 2009
Perda total
E foi assim. Você estava ali. Grosso. Rude. Um dilacerador de corações nato. Então eu pisquei. Clique. E não era mais você ali. Era outro, muito mais carinhoso e gentil.
Os homens são engraçados. Não mais que as mulheres, mas uma graça diferente. Demoram para se apaixonar, mas quando são fisgados ficam completamente cegos, chegando a babar. Confesso que a minha vara de pescar era meio cega no começo. Demorei pra te pescar. Mas quando consegui, foi perda total.
Você mudou e me fez mudar. Criei em você um sentimento novo. E você fez ressurgir em mim algo que há muito eu tentava fingir que não existia.
Diria que te domestiquei, se a palavra não fosse tão pesada. Um "te conquistei" seria mais adequado? A palavra não importa.
Finalmente, estamos conseguindo que nossas toalhas de mesas que não combinam se deêm bem, e que as nossas escovas de dente aprendam a conviver juntas. É difícil, eu sei. Somos tão diferentes... Mas agora a diferença já não tem tanta importância. Aprendemos a rebaixá-la a nível muito insignificante. O listrado e o xadrez agora combinam, assim como as bolinhas e as estampas coloridas vestem muito bem. Nossos corações que batiam em ritmos diferentes estão aprendendo a tocar uma mesma sintonia.
E num piscar de olhos, você mudou. Totalmente.
E em um outro piscar de olhos, você mudou minha vida.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Amor difícil
Foi quando eu pensava que estava quase morrendo enforcada que você me puxou e me amarrou com seus braços. Morrer sufocada foi melhor do que enforcada.
Sufoquei com seus cheiros e jeitos e o oxigênio já não é tão essencial pra mim. Viciei em ti, e você é o meu ar. Há duas possibilidades: ou sacio o meu vício, ou morro asfixiada.
Foi quando eu pensava que estava quase morrendo sem ar que você me puxou e me aninhou no seu colo. Morrer esmagada foi melhor do que asfixiada.
Você me esmagou com seu abraço e me comprimiu ao seu peito. Viciei no teu abraço.
O amor é difícil e cruel.
domingo, 5 de abril de 2009
. [2]
Você conseguiu mudar. E vai acabar me mudando também. Quente, bonito, intenso e suave como as palavras, assim é que tem que ser.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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Essas palavras me arrepiaram muito, me envolveram, me fizeram sentir. Sentir. Muito mais do que qualquer toque, qualquer carinho.
Você foi capaz sentir o que eu tanto quis que você sentisse. Pena que foi tão tarde.
Agora vai ser a sua vez de me fazer sentir alguma coisa.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Amizade temporária
Amizades para sempre são difíceis e exigem esforço e dedicação. É preciso ser paciente.
Ou talvez, seja mais fácil dizer "Amigos até que você se mude". Isso o poupará de futuros aborrecimentos.
terça-feira, 24 de março de 2009
Amor não seguro
Em toda sua vida, ela buscou a segurança que vem com o amor.
Ou o amor dele não era seguro, ou segurança dele era fruto da auto confiança.
Ela sempre acreditou na primeira opção. Afinal, se o amor fosse seguro como existiriam tantas pessoas machucadas por aí?
Dá próxima vez que ele lhe estender a mão, ela vai segurar no braço. Por via das dúvidas.
A rotina começou, e está difícil responder os comentários. Mas vou responder todos no final de semana, tá? Beijos.
sábado, 14 de março de 2009
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Então você vem e me envolve com seus braços. Sinto sua respiração quente no meu rosto. Sinto seu perfume. Eu sinto você.
E eu não entendo porque é melhor deixar você.
Você me pergunta: "Você está feliz?" É claro que estou. Eu acho. Meu coração está indeciso.
Eu preciso do seu calor, do seus braços me segurando. Eu sou sua prisioneira.
Mas talvez seja melhor convivermos longe. Por que? Eu não sei.
Eu preciso do seu calor. Está nevando, e eu não consigo me aquecer.
Eu lutei tanto pra ter você em meus braços. Mas agora eu percebo que você é que me tem.
domingo, 8 de março de 2009
Concha nova.
Aqui é assim. Lá era assim. Acontecem as mesmas coisas. Mas aqui elas possuem outro tempero. É um tempero forte, que irrita o nariz na primeira vez que é exalado. É um tempero novo, estimulante. Não é o mesmo tempero da mamãe, docinho que nos dá a sensação de conforto e proteção. É um tempero novo, que nos empurra e diz 'Vai!'.O caramujo encontrou uma nova concha, e o passarinho finalmente aprendeu a voar e saiu do ninho. A concha nova ainda tem um cheiro estranho, e o passarinho ainda não aprendeu a desviar de todas as árvores.Mas é a vida. Viver não é fácil, mas é gostoso. A vida é nossa professora e nos oferece as oportunidades. Cabe a nós decidir qual porta entrar. E eu entrei.
A lágrima rolou e ela lambeu. O gosto salgado misturado com a saudade e a animação de vida nova invadiu seu peito. Chegara a hora. Ela abriu a porta e entrou. Mas não a fechou. Ela não deixou completamente o que ficou pra trás, porque sem eles ela não seria nada. E assim deixou seu rastro de pedrinhas brilhantes para sempre poder voltar.
Ela entrou.
Ali o céu tinha o mesmo azul e as nuvens ainda eram doces. Mas tudo agora tinha um novo sabor.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Luta
Mas ao fechar os olhos sua imagem vem povoar meus pensamentos.
Eu tento de deixar longe.
Porém a minha mente insiste em inventar filmes no qual somos o casal romântico.
Eu quero me livrar de você, porque eu sei que assim vai ser melhor.
Mas a minha cabeça insiste em relembrar nossos melhores momentos.
Eu quero você longe. Me libertar.
Mas minha pele se lembra do seu toque e se arrepia.
Talvez meu corpo precise de você como um combustível.
Ele sente a sua falta.
Percebi então que você me povoa. E não adianta travar uma guerra contra você se o meu corpo luta do seu lado.
A razão me diz que é melhor você ir embora, mas meu corpo quer você perto.
Eu tenho meu cérebro. Mas você tem meu coração.
E agora me diz: quem está em vantagem? Vale a pena encarar essa guerra?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Vai dar tudo certo.
Lá vou eu de novo. Começar uma nova etapa da minha vida.
Estou com medo. Ansiosa. Animada. Receosa.
Um misto de emoções e sentimentos.
Fazer o que? É esperar os ponteiros do relógio andarem e aninciarem que chegou a hora.
Tá chegando a hora. Eu imploro para os ponteiros irem mais devagar. Mas suplico para eles se mexerem mais rápido.
Sou indecisa? Não. Não muito. Só estou vivendo um momento de contradições.
Mas vai dar tudo certo. Eu sei que vai.
Em todas as vezes deu certo. Por que agora não iria?
Hoje acordei e comecei a separar as roupas que eu iria levar. Minha mãe disse para eu não levar todas ainda. Assim vou ter roupas quando vir passar fins de semana em casa. Ainda posso chamar esse lugar de casa. Sempre vou chamá-lo assim.
Comecei a decidir o que iria levar. Em cada pertence há lembranças, significados e sentimentos. Mas não posso levar tudo. Será que levo esse ursinho? E essa boneca?
Queria poder levar todos eles. Até meus brinquedos antigos.
Mas deixá-los significa deixar a infância, e talvez, até mesmo a inocência. Embora eu duvide que a criança que vive dentro de mim queira sair.
Mas, decidi. Vou levar fotos, e alguns ursinhos, que ganhei de amigos.
No meu coração vou levar todos aqueles que fazem ou já fizeram parte da minha vida. Para cada um, um lugar especial. Vai ser difícil isso. As lembranças e pessoas que moram em meu coração me espetam, me cutucam. Uma sensação chamada saudade.
Pego minha malinha com meus pertences e saio de casa. Minha família me acena um até logo, e a rua me sorri um seja bem vindo. O sol ilumina meu caminho, e as flores perfumam minha vida.
Pego minha malinha com meus pertences e vou. Eu vou. A vida ri oportunidades, e eu as agarro com medo. Ainda tenho medo. Caminho e olho para frente, mas ainda viro para espiar para trás. Meu passado já passou. Mas meu presente não seria nada sem ele.
Então, eu vou. Olho para frente, e sorrio. Vai dar tudo certo. Sei que nunca estou sozinha.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Segure minha mão
Afinal, se o amor é cego, porque o nosso não pode ser também?
Não olhe para os lados, e olhe só para mim. Vamos fugir para algum lugar onde os nossos sonhos se tornem realidade. Segure minha mão, e eu me sentirei segura.
Vamos fingir que tudo é bonito, tudo é perfeito. Vamos fazer tudo bonito, tudo perfeito.
Vamos juntos, para qualquer lugar. Vamos transformar tudo isso em realidade.
Segure minha mão, e vamos juntos.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Gratidão

Fomos então eu, minha irmã e meu padrinho. Dar uma volta pela praia. Era fim de tarde, e no céu já despontavam aqueles tons de rosa e vermelho, que anunciam que o sol está ficando sonolento. Andávamos e o sol caminhava em direção a sua cama, aquele berço de água salgada.
O pôr-do-sol ao mar é uma cena linda, digna de telas e pincéis.
Íamos andando, e encontramos uma lagoa. Se atravessássemos ela dariamos em outra parte de terra, como se fosse um espelho no meio da areia, sendo que uma parte se misturava com o mar aberto. Ali não tinha ninguém. Só nós, e as criaturas que ali habitam.
Resolvemos atravessar aquele canal, sem nem mesmo conhecer o local. O ser humano, às vezes, ou até geralmente, é um pouco estúpido.
Nadamos e nadamos. Com os pés e braços em movimento, e a cabeça naquele ritmo de entra-sai da água, fomos atravessando pelo meio da lagoa, sem perceber que os nossos pés não tocariam mais o chão se deixássemos a cabeça fora d'água. Demorou para que notássemos isso. Demorou para notar que havia uma correnteza nos puxando em direção ao mar aberto.
Quando demos conta da situação, foi tarde demais. Pela física, compreendemos que a força maior sempre puxa na sua direção. E a força dos nossos impulsos, não se comparava à força da correnteza. O desespero não demorou para aparecer. Mas o tempo pareceu ficar cinquenta vezes mais devagar. Medo.
Apareceram três ou quatro homens na margem. Eles gritavam 'Nadem para o outro lado!'. Mas era inútil. A força se esgotava. E mesmo tendo acesso ao oxigênio, nossos pulmões pareciam ter perdido a capacidade de puxar ou ar, ou se recusavam a fazer isso. Respirávamos desespero. Por mais que o cérebro ordenasse desesperadamente que o corpo continuássem, os braços e pernas pareciam não querer mais obedecer. Os homens pareciam querer ajudar, mas sabiam eles que também não podiam contra a força da natureza. O medo nos invadia. Pressentimos o pior.
De repente, a luz no fim do túnel decide acender.
Foi com alívio que meus olhos avistaram aquele homem na outra margem. Ele atravessava a lagoa também, mas a sua experiência ou bom senso fez com que ele atravessasse na parte rasa. Ele levava dois colchões infláveis. Daqueles que usamos na piscina. Um rosa e um amarelo. Um contraste com aquele azul esverdeado e com um sol sonolento. O homem parecia com medo também, mas ele conseguiu nos alcançar os colchões, e os outros homens conseguiram nos empurrar para o raso. Meu coração se acalmou no instante que meus pés tocaram aquele terra fofa, e com alívio pensei 'Conseguimos'. Minha cabeça esvaziou-se, não pensava em nada. Demorei a perceber o que havia ocorrido.
Não cansamos de agradecer àqueles homens. Eles mereciam.
Depois de tudo isso, parei para refletir. Talvez muitos não acreditem, mas eu sim.
Na hora do desespero, só pensei em bater os pés, bater os braços, e enfiar ar para dentro dos pulmões. Com tristeza, admito que em nenhum momento pedi ajuda a Deus. Eu esqueci Deus. Mas ele não me esqueceu. Sei que foi ele que mandou aquelas duas bóias coloridas para nos ajudar. Foi ele que mandou aquelas pessoas. Ele acendeu a luz. Eu sei que foi. E agora, a gratidão transborda pelos meus olhos. Só tenho a agradecer. Eu o amo. Por isso e muito mais.
O sol dormiu então eu seu colchão azul e gelado. E a noite veio.
Também deitei. Mas não dormi logo. Eu sabia do que tinha acontecido de verdade.
Ninguém me contou dessa vez. Foi comigo. Eu vivi tudo. Eu senti tudo.
Fechei meus olhos, e cada centímetro do meu corpo estremeceu de conforto.
Meus pulmões eram capazes de puxar o ar de novo.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Agora é comigo.

Mudar nunca é fácil. Mas, geralmente, é necessário. Parei, então, para analisar.
Desde pequenos, todos sonham em sair de casa, morar sozinhos, atingir a tão almeijada liberdade. Só que todos só sonham. Na hora em que ir embora é preciso, você percebe que as coisas não são bem assim.
Eu fecho então a porta de casa, e o mundo me trás uma infinidade de portas novas. Eu pergunto, então "Mãe, que porta devo escolher?" Mas mamãe já não está ali o tempo todo, de prontidão.
Agora, é comigo. Eu devo escolher qual é a porta mais segura, ou se devo simplismente entrar pela janela.
Eu sei que a minha família nunca irá me abandonar. Mas, vocês sabem, não é a mesma coisa.
Cheguei a conclusão, então, que todos sempre sonharam com uma liberdade inexistente. Adquirir a independência não é algo simples. Junto com a liberdade vêm novas responsabilidades. Chegam novos problemas, até então desconhecidos. Preciso descobrir novas soluções.
Sou a Chapéuzinho Vermelho. Pego minha cestinha, e vou percorrendo meu próprio caminho, sozinha. Sozinha. Só eu e Deus. Tomando cuidado para o lobo mau, ou os lobos maus, não me pegarem. Me torno indefesa, pois papai e mamãe não me protegem o tempo todo, agora. É hora de aprender a me proteger sozinha.
Sou uma aventureira. Sem mapa. Encontrarei novas trilhas e atalhos, caminhos desconhecidos. Encontrarei novos buracos, e muitas pontes serão inseguras.
Darei uma de cartógrafa, e, assim, desenharei meu próprio mapa, com novas localizações, e novos pontos importantes. Minha casa, agora, será desenhada em outro lugar.
Serei uma química. Formularei novos produtos, descobrirei novas fórmulas. Só que estarei sem luvas, e sem jaleco. Indefesa.
Poderei ser tudo, mas, tenho que admitir, estarei indefesa. Vou descobrir coisas novas. Vou enfrentar o que era, até então, desconhecido para mim. E o desconhecido dá medo. Dá sim. Mas mudar é preciso. E descobrir, também.
Meus pais abrem a porta de casa. A hora chegou. "Agora é com você, minha filha."
E lá vou eu, com meus lápis e papéis, desenhar meu novo caminho. Agora, é comigo.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Boa sorte
Somos como o sol e a lua, e por mais que nos amemos, não conseguimos conviver juntos.
Você tem o seu objetivo, e eu tenho as minhas prioridades.
As nossas metas não combinam, e as nossas escovas de dente não ficam bem juntas.
Nossos corações têm o mesmo compasso, mas nós queremos ritmos diferentes.
Eu quero te abraçar, mas você quer ficar um pouco sozinho. Você quer me levar pra passear, mas poxa! você não percebe que eu quero descansar um pouco?
Infelizmente, é assim. Eu tento ajustar o meu relógio ao mesmo horário que o seu, porém as nossas toalhas de mesa não combinam. Você quer a listrada, mas eu quero a xadrez.
Deixei você. E não adianta insistir, dessa vez não tem mais volta.
E por mais que eu deseje ardentemente a reconciliação, não vejo uma luz no fim do túnel.
A verdade é que eu preciso de você do meu lado. E você também precisa de mim. Admita!
Podemos fazer com que as nossas escovas de dente consigam uma convivência razoável. E por que não podemos fazer com que o seu listrado combine com o meu xadrez?
Eu fiz de tudo para me adaptar ao seu jeito. Mas você não se esforçou tanto assim. Que pena.
Deixei você. E não adianta insistir, dessa vez não tem mais volta.
Agora você me olha insistentemente. Um olhar significativo. Eu sei o que você quer. E, pois é, eu também quero. Nós desejamos a mesma coisa.
Mas vamos conseguir? Você vai mudar também? Sinceramente, acho difícil.
E enquanto você deseja me dizer bom dia, boa tarde e boa noite; eu te digo boa sorte.
Apenas isso, boa sorte.
Deixei você. Mas dói dizer que dessa vez não tem mais volta.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Compressão
Sentimentos sufocados
Deixa ficar subentendido
Porque assim é bem melhor
Para não ir de mal a pior
Está tudo comprimido
Está tudo bem guardado
Já está quase explodindo
Uma hora vai estourar
Vai ser difícil agüentar
Mas é preciso força para lutar
Porque assim é bem melhor
Olhos fechados
O gosto salgado
Lágrimas brilhantes
São um calmante
Que o coração vão aliviar
Este bate, bate
Em um ritmo descontínuo
É muito sentimento em combate
Não dá mais para agüentar
É preciso muito cuidado
Para isto aqui não piorar
Mas em uma só fração de segundo
Mais várias lágrimas voltam a rolar
Trancados e comprimidos
Os sentimentos querem escapar
Escorrem pelos olhos
Minha face vão lavar
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Sentimento líquido
Eu tenho uma caixinha aqui dentro. Uma caixinha pulsante e vibrante, ritmada. É ali que moram todos os meus sentimentos. Todos eles. E foi hoje que ela explodiu. De novo. Depois de muito tempo.
As tragédias foram vindo, as tristezas chegando, junto com os medos, apreensões, anseios. Todos eles foram entrando na minha caixinha, um novo lar para eles, sem o meu consentimento. Eu paguei por isso. Mas paguei pouco na época. Em todo esse tempo, sentimentos tristes e confusos foram habitando a minha caixinha e eu paguei apenas poucas lágrimas. Poucas lágrimas perto da intensidade desses sentimentos. Mas, afinal, minha caixinha ainda estava vazia, pronta pra receber tudo. Estava firme, sedenta. Assim, fui aguentando tudo, as mudanças, sua indiferença, desprezo, medo, e derrubei poucas lágrimas!Pouquíssimas lágrimas! Isso era uma festa pra eles. Mas a festa acabou.
Hoje, a festa acabou. Apenas um grito comigo, uma coisa insignificante foi suficiente para que eu derrubasse uma infinidade de lágrimas. Derrubei todas as lágrimas que podia. Sequei. Por um acontecimento tão pequeno? Todos pensaram que eu era louca. Depois de tanta coisa sem derrubar uma lágrima, chorar tanto por isso?
Mas ninguém sabia. Ninguém sabia que o ocorrido de hoje gerara pouquíssimas lágrimas. Lágrimas que funcionaram apenas como um gatilho, que rompeu com a minha caixinha secreta e liberou todas lágrimas que haviam lá. Jorrei sentimentos pelos olhos. Jorrei dor pelos olhos. Transbordei. Chorei todas as lágrimas que antes não havia chorado. Minha caixinha estourara. Foi a gota d'água. Ela não aguentou. Estava cheia demais.
Os sentimentos convertidos em uma água salgada, lavaram não só minha face, mas também meu coração. Transbordei sentimentos líquidos. Libertei-me.
Agora, possuo uma caixinha nova. Vazia. Pronta pra tudo. De novo.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Mãos que dançam
É desenhar com letras. Bordar com acentuação. Pintar com sinais gráficos. Arrematar com a pontuação.
Oh, como é doce ler um texto que transmite adequadamente o que seu autor queria que fosse transmitido. Como é saboroso o texto que é como uma pintura e você se sente dentro da cena. Como é impressionante o texto que consegue fazer seu coração bater mais rápido ou seus olhos lacrimejarem. Mas, para isso, você não precisa ser um exímio escritor.
Deixe suas mãos se guiarem pelo compasso do seu coração, e dançarem a valsa dos seus pensamentos e opiniões. Use a sabedoria da pontuação, e coloque cores ao seu texto.
Utilize a graça do ponto final. Firme. Decidido. Impactante.
Note como os pontos podem mudar os seus sentimentos!
- Você é tão imaturo, por isso me magoou de novo.
- Você, tão imaturo, me magoou de novo.
- Você, tão imaturo, me magoou. De novo.
Desculpem-me pelo texto de hoje. Tão sem graça e nada emocionante.
Só queria expressar a gratidão pela graça das palavras e pela música da pontuação, que sempre me ajudaram a libertar as feras existentes aqui dentro.
As palavras me ajudam a superar a sua imaturidade. É uma pena que você não seja que nem elas, doces, mágicas e fáceis de ser moldadas. Você é firme como um ponto final. Mas você não é impactante. É teimoso. Difícil de ser descrito.
Você, tão imaturo, me magoou. De novo...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Imagine, mas não demais.
Não preciso nem fechar os olhos. Podem ficar abertos.
Se eu quiser, posso te ter do meu lado. Posso te transformar no homem perfeito. Posso fazer você me amar. Posso te empurrar num precipício.
Posso ser famosa. Posso ser popular. Posso ser fantástica.
Posso ser a melhor pessoa do mundo. Basta imaginar.
Podíamos ser felizes...
Imagine, imagine, imagine tudo que podemos ser, todos os lugares que podemos ir, no lindo mundo da imaginação.
Mas a vida não pode ser feita só de sonhos, a vida não pode ser apenas imaginada. Ela precisa ser vivida. Isso é cruel. Nos nossos sonhos, a vida é perfeita, mas a realidade aparece e mostra bem a sua verdadeira face. Levamos um tapa, uma rasteira. Caímos. E a força para levantar não pode ser apenas imaginada. A vida, às vezes, é cruel, e a imaginação é gostosa. Ameniza a vida.
Mas só ela não é suficiente. Como já disse, a vida não é um sonho.
Você é como é, e eu sou como sou. Não me imagine como você gostaria que eu fosse, porque eu não sou perfeita. Na verdade, estou muito longe de ser perfeita.
Só que isso tudo é real. Não é imaginação. É assim, é cruel.
Se ficaremos juntos? Só imagine.
Será realidade? Só imagine.
Só não fantasie demais, porque a imaginação é gostosa, mas a realidade nem sempre é. Cuidado para não ser derrubado. Isso é mais fácil do que você pensa. E a queda pode doer demais.
Podíamos tentar melhorar a realidade juntos, transformá-la numa fantasia.
Estou imaginando coisas?
Imagine, fantasie. Mas, não demais. Você vai se surpreender.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Questão de intensidade
A vida é feita de detalhes, e eu os vivo intensamente.
A vida é um bordado, e cada detalhe é um ponto. Acredite, eles fazem a diferença.
Vivo intensamente, é isso.
Não sou problemática, sou intensa.
Eu percebi o olhar vazio que você me deu, as mãos tão distantes que me tocaram, o carinho sem amor que senti em meu rosto.
Você não percebeu, mas eu senti, eu vivi.
Sou detalhista, obeservadora. Intensa.
Se você não é capaz de lidar com minha intensidade, trabalhar todos os detalhes, observar meus jeitos, teremos problemas. Pois eu consigo, e você não.
Sei todos os teus jeitos, tuas facetas, teu sorriso, teu jeito de me olhar, de me tocar, de sussurrar.
Sei bem o dia em que tudo isso foi feito com o amor. E notei o dia em que seu amor falhou comigo.
As nossas vidas estavam sendo costuradas juntas, mas enquanto eu bordava seus detalhes com dedicação, você não percebia os meus "pontos-cruz".
Dei o máximo de mim, mas também queria o máximo de você.
Você não soube. Sou intensa de mais pra você.
Se agora temos problemas, talvez a culpa seja sua, ou talvez minha.
É, talvez minha.
É uma pena que tudo termine assim, mas a amizade talvez não seja tão detalhista, tão exigente.
Assim será mais fácil pra você.
Desculpe, mas em questão de amor, sou intensa de mais pra você.
........
Mais selos, obrigada Flá Costa!



Repasso para:
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Avassalador / Selos
Precisou apenas de um sorriso, um carinho, palavras certas na ordem certa.
Ele chegou de mansinho, com cuidado, porém avassalador. O mar que invadiu o coração dela e arrastou consigo tudo o que havia lá. Ele penetrou na mente e no coração, e tomou todo o espaço para si. Ela cegou. Ele a cegou. Tão rápido.
Ele chegou e a conquistou. Ele pensou, ele disse, ele fez. Ela aceitou, fez que sim, tudo bem.
Seu malvado, por que fez isso? Não tem sentimentos?
Ele a tomou, a conquistou. Ela foi tomada, conquistada. Tão rápido.
Ela se tornara sua presa, seu seguro.
Ele já a tinha, pra que ser tão cuidadoso agora?
A indiferença, então, se apresenta na história.
Ele não ligava, ela sentia. Ele ria, ela chorava.
Todo o amor que ela sentia, virou dor, rapidamente, como mágica.
Uma dor que consumia, e gritava, quando ela olhava no visor do celular e não encontrava chamadas dele. A dor ria-se dela, "sua boba, sofra comigo!", e ela, coitada, não conseguia se livrar da nova habitante do seu coração.
Ele chegou e a conquistou. E foi embora. Tão rápido.
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Oi gente, recebi mais selos!
Recebi o SETE PECADOS do Bico Fino; o OLHA QUE BLOG MANEIRO do Bico Fino, do Distribuindo Sonhos e da Menina dos Olhos; o YOUR BLOG IS FABULOUS do Bico Fino e do Distribuindo Sonhos e o 6 LINKS, 6 COISAS do Distribuindo Sonhos.
Obrigada, gente!

1. Gula: Consiste em comer além do necessário e a toda hora.
2. Avareza: É a cobiça de bens materiais e dinheiro.
3. Inveja: Desejar atributos, status, posses e habilidades de outras pessoas.
4. Ira: É a junção dos sentimentos de raiva, ódio, rancor, que às vezes é incontrolável.
5. Soberba: É caracterizado pela falta de humildade de uma pessoa, alguém que se acha auto-suficiente.
6. Luxúria: apego aos prazeres carnais.
7. Preguiça: Aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico.
1. Amo comer, e como bastante. Estou em fase de crescimento, ué.
2. Sou materialista, mas tento me controlar.
3. Admiro, mas não invejo.
4. Sou muito extressada, mas me controlo.
5. Acho que não.
6. Prefiro os sentimentos..
7. Sou muito preguiçosa, mas se tenho que fazer, eu faço.
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Blogs:
1. Lua Primavera
2. Ainda MininaMá
3. Pizza e Chocolate
4. Apenas palavras.
5. Dentro dela tem
6. Minha neologia
7. Contos da Mary
8. Pensamentos Encaixotados Numa Mente Adolescente
9. Mahh Ferreira
10. Reb Torres

Regras: Já teve curiosidade de ver sua caricatura?
1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” Que você acabou de ganhar!!
2- Poste o link do blog que te indicou.(muito importante!!!)
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.
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Repassando:
1. Lua Primavera
2. Ainda MininaMá
3. Pizza e Chocolate
4. Apenas palavras.
5. Dentro dela tem
6. Minha neologia
7. Contos da Mary
8. Pensamentos Encaixotados Numa Mente Adolescente
9. Mahh Ferreira
10. Reb Torres
Obrigada, gente :*
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Jogo
Eu comandava, vocês esperavam minhas decisões.
Vocês me pressionam, exigem atenção. Mas eu não posso mais com isso, e as regras são claras: é preciso eliminar um.Senão isso terminará em consequências desastrosas.
Vocês sabem. Um de vocês vai acabar eliminado de qualquer jeito. Se não for por minha decisão, será por vocês mesmos.
As regras são claras.Preciso decidir. Mas parem! Parem com isso! Não é assim que deve funcionar.
Vocês precisam me convencer a não eliminá-los, vocês precisam fazer isso, não eu!
O que é isso? Não podem me pressionar desse jeito!Vocês precisam me convencer, isso!
Vou acabar eliminando os dois. E a culpa não será minha.
Vai ser melhor assim, e as regras não serão infringidas.
Vai ser melhor assim, vai ser melhor assim.
Quantas vezes já repeti isso pra mim mesma? Quantas vezes?
Não acredito mais nisso, que se danem as regras!
Não quero mais pensar nisso. Me deixem!
Vocês apenas dizem: 'Decida!' E não fazem mais nada!
Mas o que é isso? Não é assim que deve funcionar.
Vou acabar eliminando os dois. E a culpa não será minha.
As regras são claras.
Tentem me entender. Isso faz parte das suas regras?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Momento selo / Momento tédio

Obrigada pelos selos Julie :D
Bom, vou fazer que nem a Julie fez: já que os dois selos possuem as mesmas regras, vou fazer os dois em um :) Se eu fizer algo errado, me desculpem, mas é que eu nunca fiz isso antes.
2.Escrever as regras do meme no seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque o link no final do post.
5.Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um post pra ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Cena de filme
Chovia. Era madrugada. Os dois caminhavam pela rua. Ele coloca seu casaco sobre ela para protegê-la da chuva. Caminham em silêncio, respiram, respingam, pressentem. Parecia que o mundo havia parado, nada mais lhes interessava do que aquele momento, presenciado pela chuva e pelo silêncio. Os dois se fitam, sabem que a vida havia lhes proporcionado um momento digno de filme. Em meio ao frio da chuva, se sentem aquecidos. Não sabem o que falar, mas isso não era preciso, os olhos falavam por eles, se comunicavam, aguardavam o momento de serem fechados. Mas o momento não demorou.No tempo normal, o ato deve ter demorado uma pequena fração de segundos. No tempo deles, ali, o ato deve ter demorado uma eternidade, eternidade essa que não queria acabar, um sonho do qual ninguém quer acordar. Um abraço, um carinho, o beijo. A menina sente o gosto da chuva, o gosto de um sonho, envolvido por um silêncio mágico.A chuva sela, então, a magia que os invadiu e de mãos dadas os dois seguem seu caminho, envolvidos por sensações novas, envolventes, silenciosas.
Mal sabia o menino que ele havia despertado nela milhões de pensamentos e sentimentos confusos, já enterrados por ela. Mas a noite, a chuva, o vento e o silêncio... sim, esses sabiam. E ela também. Sabiam que o coração da menina não poderia ser entregue para aquele rapaz, porque ele já pertencia a outra pessoa.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Mudanças
Nem todo mundo sabe o que significa essa palavra.Ela sabia, e sabia muito bem. Principalmente quando mudar se referia a mudar tudo. Mudar de casa, mudar de amigos, mudar de escola, mudar de vida. Abandonar o que havia construido em um lugar, e começar a escrever uma nova história em outro. Sim, isso ela conhecia muito bem.Ela não se mudou poucas vezes não. Foram várias. E ela sabe muito bem como é difícil deixar sua vida inteira, construida com tanto cuidado em um lugar e adquirir novas amizades e hábitos em outro. A essa altura, ela já deve estar acostumada, se é que se consegue se acostumar com algo desse tipo, que muda toda hora.
Mas a menina vai se mudar de novo. Vai deixar sua vida de novo. Vai construir uma nova vida de novo.Ela está abandonando uma etapa da sua vida, para começar outra, muito mais importante.Vai conhecer pessoas novas, vai enfrentar problemas novos, vai conhecer soluções novas.Nem por isso precisa abandonar completamente o que deixou, pois as pessoas que foram importantes, serão importantes sempre, e ela vai levá-las para sempre consigo. Não importa aonde for.A vida que ela vai construir agora vai ser nova mesmo, diferente. Uma vida bem mais difícil. Acabou o tempo de escola e é hora de enfrentar a vida de uma maneira nova, mais ousada.Os estudos continuam, mas serão novas preocupações - me perdoem o trocadilho - bem mais preocupantes.Vai ser tudo diferente, vai ser tudo novo, mas vai ser a vida da menina. Ela vai viver, sorrir, encarar, chorar, enfrentar. Mudar.
Mas a vida é assim mesmo. Ela não pára. E junto com ela, segue a menina.Mas a menina, ah! essa não pára mesmo.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Doce

sábado, 17 de janeiro de 2009
História de Verão
- É lindo, esse cheiro, essa brisa, esse gosto salgado... Obrigada por me trazer! - respondeu ela, fascinada.
- Sabia que iria gostar, você ama o mar! Ainda mais com a minha companhia!
- Muito engraçadinho! Mas obrigada mesmo!
Os dois estavam envolvidos por aquele clima de brincadeira, acompanhado pelo cheiro, areia, sal e água, que misturados formavam uma brisa muito curiosa.
- Eu gosto muito de você, sabia? - confessou ele, muito nervoso.
- Também gosto muito de você, e não sei como eu conseguiria suportar todas aquelas brigas lá em casa, sem seu apoio. - a tristeza invade o olhar dela, e uma lágrima começa a querer brotar.
Tentando afastar aquele clima triste que cismava em se aproximar, ele desafia:
- Quer dar uma corrida até a água? Aposto que você não chega antes de mim!
Os dois correm e a certa altura suas mãos se unem. A água começa a se movimentar, e os corpos espalham água, sal e areia. A praia estava deserta, já era tarde. Eles caem na água, divertidos e começam a rir sem parar. Não conseguem parar, estão se sentindo bem ali. Ela estava muito a vontade com ele, esse rapaz que não fazia nem um mês que conhecia. Se conheceram ali, na praia onde veraneavam. Ele alugou uma casa perto da casa onde a menina estava. Assim começou uma amizade que, sem que eles suspeitassem, evoluia para um sentimento muito maior.E agora ali estavam os dois. Deitados na água, rindo, um fitando o outro. Estavam felizes, mas os risos de repente cessaram. A graça tinha sumido e deixado espaço para outra emoção. Os dois se olhavam em silêncio, descobriam algo que já estava ali, mas eles ainda não tinham percebido. Foram se aproximando, sem deixar de se olharem. Ela sorriu, e isso despertou nele uma felicidade que ainda não havia sentido. Foi nesse momento, então, que, inesperadamente, ele se curvou na direção dela, e ambos sentem um gosto de maresia, sal, água, um gosto nunca sentido, selado pelo silêncio do mar. Descobrem uma sensação nova, gostosa, feliz. Queriam ficar ali pra sempre, mas ambos sabiam que isso não era possível.Estava escurecendo, e este era o último dia de férias, o último dia de sonho, o último dia deles.Eles se encararam, sorrindo. Sabiam que um pertencia ao outro.
- Vamos nos ver nas próximas férias, não vamos? - brincou ela
- É claro que sim, eu não vou te esquecer em nenhum minuto - selou ele.
Se abraçaram fortemente, e cada um seguiu para o seu lado, agora sentindo muito mais o fim do verão.